Irmãos Lourenço vencem em Paredes ...

Press Realese by Antero Bessa on Outubro 22, 2013

Campeonato Nacional Trial 4x4
CNTrial 4x4 I Taça Rock Crawler I Promoção

Irmãos Lourenço vencem em Paredes

Foi em clima de festa que se coroarão vencedores e campeões, naquela que foi uma das melhores edições do Campeonato Nacional de Trial 4x4 em pleno Parque da Cidade de Paredes. Foram cinco etapas plenas de emoção e uma das mais competitivas dos últimos anos, que culminou com nova enchente no palco urbano da “capital” do trial. Com um programa recheado de muita animação e competição o Clube TT Paredes Rota dos Móveis moveu escavações e elevou arranha-céus, proporcionando às quatro dezenas de participantes as melhores condições para a prática da modalidade, perante constantes ameaças de chuva, que afinal até nem apareceu!


Pelo segundo ano consecutivo Luís Jorge manteve a chama do título bem viva na cidade de Paredes. O piloto da «Hortícolas Team», acompanhado por Miguel Costa, terminou a derradeira jornada do Campeonato Nacional de Trial 4x4 na segunda posição, que lhe valeu renovar o ceptro nacional: “valeu a pena! Foi mais uma jornada de muito vontade, dedicação, trabalho e, acima de tudo, a crença de vencer para poder retribuir todo o empenho de uma equipa magnifica que nos tem acompanhado, desde os mecânicos, família e patrocinadores, obrigado a todos…”, revelou no final Luís Jorge. O Parque da cidade de Paredes estava repleto de máquinas, pilotos, ação, adrenalina, muito trial e, acima de tudo, milhares de espectadores que assistiram a um espetáculo único de trial. A vitória, segunda da temporada, depois de Lousada, foi para a dupla dos irmãos Lourenço, Ricardo e Paulo da «Pizzaria Refugio» que ainda mantinha matematicamente a esperança de poder chegar ao título. No entanto, não dependiam apenas de si, muitas contas teriam que ser feitas. A missão da dupla de Pedras Salgadas foi cumprida… vencer, mas, teriam que aguardar o que poderia fazer Luís Jorge e Miguel Costa. Ainda pairou no ar alguma possibilidade…, depois dos contratempos por que passou o campeão nacional, ao ficar sem travões no Suzuki e sem o motor do guincho que queimou (recolhendo às boxes para proceder à reparação). Mas, as conquistas têm mais sabor com sofrimento e muita luta, argumentos que transbordam na vontade de vencer de Luís Jorge. Depois de cair para sexto da geral e com a prova a meio, a dupla de Torres Vedras encetou uma recuperação fantástica, sem igual a si próprio ao colocar nos obstáculos toda a experiencia e capacidade de vencer todas as adversidades. E assim, colocava um ponto final nas contas do título! Após a primeira hora de prova e, depois de solucionados os problemas de travões no Jeep, Ricardo Lourenço não cedeu e foi-se embora, apenas travado já na reta final quando a roda da frente se encaixou num dos pneus que servia de dificuldade num dos muitos obstáculos do traçado, acabando por perder algum tempo, terminando com um total de 12 voltas. Na terceira posição, e após conquistar o melhor tempo no prólogo – realizado na noite de sábado (uma das novidades do evento), voltou a surgir, a exemplo de Vimioso, Alexandre Lemos (Team serrão), desta feita acompanhado pelo regressado Carlos Filipe, com uma jornada muito eficiente e técnica, acusando apenas alguns problemas com o bloqueio da frente e o alternador que deixava de carregar que forçaram a recolher às boxes ainda antes da prova terminar. Ainda na luta por um lugar do pódio, Pedro Costa e Filipe Alves cederam já na reta final, devido à quebra da junta homocinética da Nissan que bloqueava a direção, acabando na quarta posição, ainda na mesma volta da «Hortícolas» e do «Team Serrão», completando este trio 10 voltas. Já distantes deste quarteto e liderando um segundo pelotão, Ricardo Teles e Ricardo Rocha (LRT), também não passaram ilesos às adversidades, essencialmente com a mola da suspensão do Defender que se soltava, para além de dois furos. A «TaBoTeam», com Flávio Gomes e Pedro Nascimento terminou na mesma volta da «LRT», ocupando a quinta posição, numa prova que ficou marcada pela quebra da caixa de velocidade do Jeep Wrangler, privando a dupla de Bragança de lutar por um lugar no pódio. A «Churrasqueira Brasa d’Ouro» com a dupla Desidério Pinhal/Miguel Pinhal, alcançou em Paredes a melhor prestação da temporada, contando desta feita co a plena colaboração do Land Rover. Terminaram ainda, Roger Puyal e Humberto Reis (Roger Auto) na oitava posição, com a dupla da Trofa a abandonar a uma hora do final com a caixa de transferência da Toyota Hilux partida; na frente do aniversariante Paulo Campos da «Disco Campos» acompanhado como habitualmente por Vítor Rodrigues. A formação de Vila Pouca de Aguiar bem queria chegar ao champanhe mas a quebra do turbo praticamente no inicio da prova e a quebra da transmissão na derradeira hora, inviabilizaram qualquer ofensiva. A fadiga e o desgaste do material ficou bem evidente na constante correria para as boxes com as viaturas fustigadas pela traição do material que teimava em não colaborar e, em algumas circunstâncias, pela dureza da pista e insistência do piloto em ultrapassar o obstáculo, querendo, evidenciar em demasia a sua teimosia!
Numa prova de competição em que o risco é elevado, a prova de Paredes ficou marcada por um incidente durante a realização do prólogo, com o navegador da equipa «Padaria Flor de Ermesinde», António Sousa. Felizmente encontra-se livre de perigos e em plena recuperação, os primeiros socorros pelos bombeiros prestados no local, foi um trabalho exemplar. A direção do CNTrial4x4 e todos elementos interventivos na organização da prova de Paredes assim como pilotos, navegadores e assistentes, desejam as rápidas melhores a António Sousa (To-Zé).    
Como vem sendo tradição, a gala de entrega de prémios do CNTrial4x4 está agendada para 17 de novembro no Restaurante Assador.pt no Porto.

Três dezenas na Taça e Promoção
A exemplo da competição “rainha” também a Classe Promoção deu por terminada a sua competição. Na Classe 1 a vitória foi para a «Sucatas David Rocha» com Renato Rocha e Sérgio Pereira a garantirem o título nesta categoria.

Rui Dias regressa para vencer
Regresso imaculado de Rui Dias e Nuno Araújo (Dinapaca) à competição após mais de um ano de ausência, premiado com a vitória na Classe 2, a categoria “rainha” da Promoção. A dupla do Ebro Patrol realizou uma prova plena de êxito ao completar onze voltas ao circuito “urbano” do parque da cidade de Paredes sem grandes percalços, apenas ressentindo-se da 5ª velocidades que de quando em vez não engrenava. Não fosse os inúmeros problemas mecânicos causados no Toyota BJ 73 (veio transmissão frente partido, cabo do guincho rebentado, cabeçote danificado e motor a aquecer…) e a penalização de uma volta – que abrangeu ainda mais 5 equipas por - violação do circuito, Carlos Rodrigues e José Sobral bem que possuíam argumentos para lutar pelo triunfo. A dupla da Amadora que fez a sua estreia no CNTrial4x4 assegurou um merecido segundo lugar, na frente dos «Furões TT-Vimioso» que registaram o melhor tempo no Prolog noturno que abriu esta jornada. Os irmãos Cameirão, Bruno e Paulo, asseguraram igual posição na competição. Ao terminar na quarta posição, a «JMF» conquistou o ceptro no ano de estreia na competição, com Frederico Fernandes e António Azevedo a gerirem na perfeição os pontos e a mecânica do Jeep Wrangler. E, nem mesmo os dois furos lhes retirou a calma e o discernimento na altura de gerir os lugares que os separavam dos principais opositores. Bruno Teles e António Fonseca (LRT) alcançarem em Paredes o pior resultado da temporada – quinto, condicionados pelo aquecimento do motor do Defender e da barra de direção que empenou. Talvez fosse, a par da «JMF» um dos principais candidatos a vencer a Classe 2, mas para isso, a dupla da «JiiPark» teria que vencer e esperar que Frederico Fernandes não os secundasse. As ambições de Nelson Sousa e Tiago Santos submergiram-se com o rebentar do cabo do guincho e um borne de bateria que derreteu logo no inicio da prova, obrigando a longa paragem, não indo além da sexta posição final, conservando a segunda posição do campeonato. Já distante de qualquer discussão dos lugares mais cimeiros, a «Judas 4x4» liderou um terceiro pelotão, com Nuno Urbano e Fábio Loureiro a completarem 3 voltas, perdendo pelo meio meia hora para reparar o motor de arranque do Nissan Patrol. A marcar a sua estreia na competição, a «Vicar» apenas completou uma volta e, não foi por vontade de Vítor Fernandes e Domingos Silva que não fizeram mais, mas sim, pela cedência do bloqueio da frente do Suzuki Samurai logo no primeiro obstáculo, terminando na oitava posição, na frente de «Canelas Pneus», que também acabou afetada com inúmeros problemas para resolver no Nissan Patrol com trabalho extra para António Silva e Rui Ferreira, obrigando a regressar mais cedo às boxes.

Renato Rocha levou tudo.
Na Classe 1, a «Sucatas David Rocha» completou a sua cavalgada triunfo rumo ao tão anunciado titulo. Renato Rocha e Sérgio Pereira apenas não venceram em Moimenta da Beira, tendo contabilizado quatro triunfos em cinco possíveis. Mesmo acusando problemas de travões, devido à cedência do tubo de travões sensivelmente a meio da prova, a dupla do Nissan viria a beneficiar da penalização imposta às equipas do «Team Estação serviço Sequeiros/OFM» e «Luís Soares Duarte Wines», saltando de terceiro para o topo da classificação, na frente da dupla Paulo Silva/César Carneiro (Nissan) que garantiu a segunda posição por escassos 13s sobre Luís Soares e Eric Paul (Defender). Numa fase de equilibrou e com todas as equipas a completarem a terceira volta a «FastLane» liderava o pelotão na estreia do Range Rover, mas, a correia do alternador traiu a dupla Manuel Silva/Tiago Couto, caindo para a quarta posição final, na frente do «Team BotaFuma», autor da melhor volta no prólogo. Bruno Silva e António Figueiredo, estreantes no campeonato perderam a liderança à passagem da primeira hora quando empenharam a barra de direção do Nissan. A sexta e última posição ficou na posse da «Sopedra 4x4/Kaiser», com Carlos Rosa e Pedro Silva a recolherem o Defender às boxes com problemas de embraiagem ainda não estava concluída a primeira hora de prova.

Victor Silva estreia-se a vencer
Entre os Suzuki’s da Classe Samurai, Victor Silva (Team Suzuki Fafe) e Pedro Oliveira (Autodiesel/Offroad Projects) proporcionaram um dos duelos mais interessantes da temporada. Depois de conquistar o melhor tempo no prólogo Oliveira e Sandro Magina apenas comandaram até à passagem da segunda volta, por troca com Silva e Eduardo Noya. No entanto, rapidamente a recuperaram, até que, a dupla do «Team Suzuki de Fafe» chamou a si as despesas da corrida aquando da quarta passagem pela linha de meta e, não mais abdicou dela. Pedro Oliveira e Sandro Magina terminaram na segunda posição com as mesmas nove voltas e a escassos 17,9s dos vencedores que se estrearam no lugar mais alto do pódio. Com a segunda posição em Paredes a «Autodiesel/Offroad Projects» garantiu o título na competição. O pódio ficou completo com a presença da dupla Filipe Bernardo/Pedro Miranda (Team Auto Socorro) que liderou um segundo pelotão. Numa posição abaixo e com as mesmas seis voltas, terminaram Floriano Maia e Rui Magina (Team Flora/Auto diesel), tendo ficado privado de alguns argumentos mecânicos para atacar um lugar do pódio ainda a prova ia no seu inicio, com problemas com o cabo do acelerador, a ventoinha e o ARB… Ambas com quatro voltas, e por esta ordem, terminaram as duplas André Moreira/Fábio Magalhães (Trava e Embraia) e Álvaro Costa/Carlos Pires (Samurai 4x4 Extreme), fechando o lote das equipas classificadas na Classe Samurai. A «Trava e Embraia» necessitou de trabalho extra para recompor o semieixo da frente e a transmissão do Suzuki; enquanto a «Samurai 4x4 Extreme» apanhou um susto logo na primeira volta com o Suzuki a tombar e a danificar o guincho.

Tri de Domingos Parente
Na Taça Rock Crawler, Domingos Parente e João Pinto (CarJaime/Troqouro), chegaram a Paredes já com o título, mas quiseram reafirmar a sua candidatura ao vencer pela terceira vez, consecutiva, esta temporada. A dupla de Gondomar que ficou privada do pleno funcionamento do guincho com hora e meia de prova, viu os principais candidatos ao triunfo abdicarem desse propósito após concluírem a segunda volta, a cerca de meia hora do final. Emanuel Costa e Gerado Sampaio (EC4x4) optaram por regressar às boxes quando ainda estavam na liderança – posição que tinham já conquistado no prólogo e não mais a renunciaram, devido a sintomas de cedência do bloqueio de trás após ser detetada uma fuga de valvulina no Crawler Chevy. Ainda nesta mesma volta, Paulo Candeias e Albertino Silva (Standcandeias/PJ) temeram o pior quando um barulho estranho no motor do Crawler fazia temer o pior, optando por recolher às boxes com uma viela a “grilar”. Com estrada livre, Domingos Parente não rejeitou a oportunidade e assumiu a liderança, terminando com quatro voltas cumpridas, na frente de Jorge Silva e José Pires (Paljet), com menos uma volta e sem mazelas mecânicas no Crawler. Na Classe Super Proto – reservada aos participantes do “Extreme 4x4”, Cláudio Carapeta e Luís Santos (Team Tanqueluz/LM4) foram uns solitários vencedores, completando apenas uma volta – e a muito custo. A dupla do Montijo ficou privada da direcção e do guincho do Nissan Proto logo após o arranque e só a vontade e o querer os moveu a tal sacrifício! 

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